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2011/02/24

A MORAL EVOLUIU?

FAZER DOWNLOAD (ajuda para download aqui).
© Gregory Koukl
Traduzido por
http://www.portal-cristao.blogspot.com/
Usado com permissão de Stand to Reason.
Original:
http://www.str.org/site/News2?page=NewsArticle&id=5458

2010/12/12

EVANGELHO DE ESCÂNDALO - PAUL WASHER

Para consultares onde quiseres faz DOWNLOAD (instruções para download? Aqui)
© HeartCry Missionary Society. Website: http://www.heartcrymissionary.com/

2010/11/01

É SÓ DESPENALIZAR.

[Consulta mais aqui.]

Percebo as questões que envolveram a despenalização do aborto no nosso país, e não quero reabrir aqui essa discussão. Só quero que cada vez mais pessoas estejam atentas para o verdadeiro problema do aborto (i.e., roubar uma vida humana, que tem valor) e que isso as leve a agir correctamente, de acordo com essa percepção.

Entendo que muitas mulheres abortam por pressões que lhes são externas, muitas vezes contra a própria vontade, que sofrem com isso e, como disse, é um assunto que não pretendo discutir aqui. Contudo, não nos podemos esquecer que estamos a interferir com outra vida humana.
Não julgando situações que me são alheias, mas essas pressões também justificariam que uma mãe matasse qualquer outro dos seus filhos já nascidos?
Existe uma ilustração que coloca a seguinte hipótese: se os pais de 5 filhos querem abortar por não terem condições financeiras para sustentar mais uma criança, porque não matam uma das já nascidas? Qual a diferença entre o bebé dentro do ventre materno e esse mesmo bebé depois de dois anos?

O desespero não pode ser justificação quando se põe em risco a vida de outro ser humano. Tenha quanto tempo de vida tiver – é um ser humano. Quem delimita uma fronteira a partir da qual é um ser humano? Quem pode fazer isso? Porquê? Como? Com base em quê?

Para qualquer esclarecimento, ou orientação, contacta portal-cristao@hotmail.com .

Um abraço,
Joana
Jesus é a Esperança

2010/10/17

OS HOMENS CEGOS, O ELEFANTE E O ZOO

Já devem ter ouvido falar da velha ilustração dos homens cegos e do elefante...
Uns homens cegos encontram um elefante [e como sabiam que era um elefante?]. Cada um toca numa parte diferente do elefante e fica convencido que a sua explicação é a correcta: um toca na tromba e diz que um elefante é como uma árvore, outro pega na cauda e diz que é como uma corda, etc. Contudo, não percebem que as suas descrições são incompletas. O mesmo acontece com as religiões: cada uma tem acesso a uma parte diferente de Deus, cada uma é uma parte dessa verdade completa.
Mas para se saber que cada religião é apenas uma parte do conceito total de Deus, tem que se ser capaz de ver Deus em toda a sua plenitude e entender como cada religião reflecte uma parte dessa imagem completa.



Aqui fica uma versão alternativa da história (muito mais esclarecedora, diria eu):
Como uns homens cegos estão à procura de um elefante para saberem como ele é, decidem ir ao zoo.
Um chega ao primeiro animal que encontra – um camelo – e conclui que é um elefante: é peludo, tem duas bossas e quatro longas pernas.
O segundo passa pelo elefante ignorando a indicação em Braille; encontra mais à frente uma avestruz e decide que é um elefante: com penas, duas pernas e um bico.
Um outro homem acabou por ir parar à zona do elefante mas, alheio a tudo à sua volta, apenas tacteando, conclui que um elefante é como um castelo: tem quatro colunas fortes (as patas) e duas grandes setas à porta (os dentes).
Por fim chega lá o último homem, tendo consultado as indicações que havia pelo zoo e perguntando a um tratador, para se certificar que estava no sítio certo.
Chegando mais perto, o homem murmurou para si: “Queria tanto saber como é um elefante...” De imediato, a sua visão tornou-se clara e ele pôde ver o elefante por inteiro, e teve também uma interessante conversa com ele.

Mais tarde, falando com os seus amigos, o homem percebe que eles têm ideias absurdas sobre o elefante. Explica-lhes que um encontro com ele pode literalmente abrir os seus olhos e ouvidos, revelando-lhes também a natureza interior dele. Alguns deles acreditaram e voltaram ao zoo para verem por eles próprios. Outros ignoraram-no e chamaram-no de louco.


Um dos homens ainda esteve perto, ainda teve uma percepção – embora limitada – do elefante... mas só um verdadeiramente o encontrou, estando aberto ao que ele lhe queria revelar.

Na busca por Deus, as pessoas tacteiam à sua volta, buscando saber o que não podem saber por si mesmas. Muitas entram no sítio errado, ignorando as placas que lhes apontam o único Deus. Outras estão demasiado ocupadas com prazeres e actividades.

As diferentes interpretações de Deus não são necessariamente diferentes aspectos da mesma realidade, mas descrições de coisas completamente diferentes. Não é um elefante, mas um camelo ou uma avestruz.

Texto adaptado de Chris Knight: http://www.bethinking.org/resources/the-blind-men-the-elephant-and-the-zoo.htm

2010/10/06

FÉ EM QUÊ?

À semelhança de Paul Davies (físico), podemos dizer:

Há alguém que considere mais fácil acreditar numa matriz infinita de universos do que num Deus infinito?
Se há, tudo bem! Mas essa crença baseia-se na , não na observação.


2010/06/02

O ABORTO E SITUAÇÕES LIMITE

Ler a , , e parte

Casos de violação e/ou de risco de vida para a mãe são dois argumentos por vezes utilizados para a defesa do aborto. Há que frisar que os abortos não são maioritariamente realizados por estes motivos (ver gráfico abaixo), por isso não há legitimidade para generalizá-lo, torná-lo abrangente, por estas razões.
Mesmo que estes fossem os principais motivos não tornariam o acto moralmente aceitável. O valor inerente à vida humana não é alterado em prol das circunstâncias.
Adaptado de: www.abortionno.org/Resources/fastfacts.html

Contudo, também é importante dizer que estas questões são sempre difíceis, e não cabe a quem está de fora categorizar as coisas. Quando a mãe corre risco de vida com a gravidez é difícil ter que optar por salvar uma vida em favor de outra, tal como pode acontecer num incêndio o bombeiro ter que optar entre resgatar uma criança em vez da mãe. Isto não diz nada sobre a validade moral do aborto.

Ou seja, este argumento não é honesto. Não são estes os motivos pelos quais se aborta, e, além disso, não nos dizem nada sobre o aborto ser certo ou errado.

Voltando à ideia inicial desta série de posts – e para concluir – sublinho mais uma vez:
A escravatura era mais aceitável porque, na época, muitas pessoas diziam que os escravos não eram seres humanos? Então, o aborto é mais aceitável porque hoje muitas pessoas dizem que o feto não é um ser humano?
Se continuas a defender o aborto como moralmente aceitável, porque é que achas errado matar recém-nascidos? A partir de quando passa a ser errado matar a criança? Quem tem o direito de marcar um limite?
Podes responder coerentemente a estas questões sem te retractares em relação ao aborto?

Quais as diferenças que justificam um tratamento diferente para as crianças ainda não nascidas?

2010/05/22

NÃO É MELHOR QUE NEM NASÇA? 2 (saúde)

ABORTO
Ler a , e 3ª parte

Vamos começar por um exemplo: se fosse diagnosticado síndrome de Down a uma criança que ainda não nasceu e nós sugeríssemos aborto, estávamos a pensar no sofrimento da criança, ou estaríamos a pensar no nosso por causa da sua doença? Ela não pode ser feliz? E não tem direito de viver?

Mesmo que não seja o nosso objectivo, indirectamente estamos a promover a eugenia: uma ‘limpeza’ social, uma eliminação dos menos aptos.
Quando comparamos estas atitudes às de Hitler ficamos ofendidos... mas uma das suas primeiras medidas foi legalizar o aborto claramente para reduzir as populações "indesejáveis" (e as arianas eram encorajadas a terem filhos). É revoltante, não é? É exactamente isto que estamos a fazer hoje, sob a capa de ‘proteger a criança de futuro sofrimento ou discriminação’.
Então, as campanhas nazis para acabar com os ‘mais fracos’ são condenáveis, mas as nossas não, porque estas pessoas ainda estão dentro do ventre da mãe. É assim?

O aborto sempre esteve intimamente associado ao nazismo e à sua eugenia racista.
O aborto tem como vítimas um número desproporcional de minorias e desfavorecidos, especialmente as crianças negras no Ocidente e as meninas na Ásia.
Fonte:
http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2009_03_22_archive.html

E será que essas crianças – futuros adultos – não estarão mesmo a ser poupadas de sofrimento? Respondo como no post anterior: como é que achamos que estamos a fazer bem ao poupá-las de um eventual sofrimento, quando nem sequer o direito à vida lhes damos, o direito básico de todos os seres humanos?
Usando mais uma vez a analogia da escravatura: os escravos viviam em sofrimento. Era suposto lutar pela sua liberdade ou matá-los? (ainda para mais, sem consultá-los sobre se preferiam viver ou não...)


Primeiro supomos que estas crianças ainda não nascidas estariam destinadas a sofrer, e depois supomos que prefeririam morrer do que viver com o sofrimento. Elas não têm voz, e nós tiramos-lhes a hipótese de um dia virem a ter.

Para concluir deixo dois exemplos que nos deviam fazer pensar:
- Nick Vujicic, nasceu sem membros (ver vídeo em português);
- Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto (ver vídeo em português);

Próximo: Aborto e situações limite

Imagem: http://www.flickr.com/photos/22719239@N04/2241322031/


2010/05/16

NÃO É MELHOR QUE NEM NASÇA? 1 (condições básicas de vida)

Ler a e 2ª parte

Muitas vezes o motivo apresentado para se abortar é: ‘a criança que nasceria não teria as condições básicas de vida asseguradas; é preferível que não nasça.’

Por essa lógica, a solução para o problema da fome também é matar os milhares de seres humanos que passam fome.
É isso que é sugerido com este argumento! Não devíamos procurar soluções para matar a fome dos que vivem, em vez de gastar dinheiro para os matar antes de nascerem?

Há estudos que mostram que fica muito mais dispendioso a longo prazo providenciar o envio, preparação e equipamentos de pessoal especializado para realizar abortos do que enviar produtos agrícolas e preparar agricultores (sobre isto: http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2009_03_22_archive.html).

E será que a prática do aborto não pode evitar o excesso de população – e portanto salvar muitas crianças da miséria? Olhe-se para o exemplo da Rússia:
“A Rússia é um dos países que mais aborta e isso não melhorou em nada a
situação – pelo contrário, é um país em vias de extinção.”
Fonte: http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2009_03_22_archive.html
MAS a defesa da vida não depende destes factores, ou seja, mesmo que saísse mais caro devia ser sempre colocada em primeiro lugar.
A cada aborto tiramos a oportunidade a mais um ser humano de viver. Quem nos dá esse direito?
Como é que achamos que estamos a fazer uma boa acção ao poupar estas crianças de um suposto sofrimento, se nem sequer lhe damos o direito básico que todo o ser humano tem – a vida?
Usando a mesma ilustração da escravatura: os escravos sofriam muito. A solução é lutar pelo seu direito à liberdade ou matá-los para não sofrerem mais??

2010/05/12

ABORTAR É MATAR UM SER HUMANO OU NÃO?

Ler a 1ª parte
O feto não é um monte de células associadas aleatoriamente. Contém toda a informação que irá permitir que cresça e se torne num homem ou numa mulher.
Não se trata de uma personificação emocional. Mesmo que afirmássemos que o feto é apenas uma ‘massa celular’ sem importância, não poderíamos dizer a partir de quando deixava de o ser.
Alguém pode dizer qual é a diferença entre uma criança dentro do útero e fora? Quem marca o limite?
Se não é grave matar um monte de células com 12 semanas, será grave matar um monte de células depois de alguns anos? Este é o problema do materialismo. (Lê mais aqui.)


Então e os espermatozóides ou os óvulos, também têm direito a viver?
O erro nesta questão reside no facto destas entidades serem simplesmente células que transportam o material genético. O ser humano surge quando o material genético de ambas se junta – na concepção.

O feto já é um indivíduo, e como tal não podemos tirar-lhe o direito à vida, como não tiramos a um recém-nascido.
Porque é que achamos condenável matar uma criança fora do útero e achamos normalíssimo fazê-lo quando ela está lá dentro? Repito: quem pode marcar um limite? A partir de quando deixa de ser moralmente aceitável matá-la?

Porquê defender a ‘liberdade de escolha da mulher’ em favor do direito à vida de um ser humano inocente? Todas as mulheres já foram um dia um feto a quem foi dado esse direito.
O direito de um feto viver, é o direito de viver das mulheres e homens de amanhã, o direito que eu e tu tivémos.

Nota: Aqui algo sobre desenvolvimento embrionário.
Próximo: Não é melhor que nem nasça? 1 (condições básicas de vida)

2010/05/07

ABORTO

Slogans like ‘Don’t like abortions? Don’t have one!’ are as immoral as ‘Don’t like slavery? Don’t own slaves!’
(Slogans como “Não gostas do aborto? Não o faças!” são tão imorais como “Não gostas da escravatura? Não compres escravos!”)

Usando ainda a ideia desta frase, quero começar por relembrar que – como alguém disse – nas questões de consciência, a lei da maioria não conta. A escravatura não é mais aceitável quando a maioria das pessoas não acha errado ter escravos e tratar seres humanos como animais, e o aborto não passa a ser moral quando toda a gente diz que abortar não é grave.

Devemos repousar sobre um relativismo que diz que a verdade em relação à moral se baseia simplesmente nas crenças da sociedade em que vivemos? E a consciência? Devemos, então, entender que antes da abolição a escravatura era justa, e depois passou a ser injusta?
As decisões morais não podem ser tomadas assim.

Vou procurar dar resposta a algumas questões sobre este assunto com uma série de posts:

- Abortar é matar um ser humano ou não?

-
Não é melhor que nem nasça? 1

- Não é melhor que nem nasça? 2


- O aborto e situações limite

2010/04/13

UM PASSEIO À BEIRA-MAR

Decidi ir dar um passeio à beira-mar. Estava a caminhar na areia quando vi um telemóvel largado perto das rochas.
“Olha, algum distraído perdeu o telemóvel por aqui”, mas enquanto me aproximava pus-me a pensar: “Espera. Se calhar ninguém o perdeu. Se calhar surgiu aqui sozinho...


Fui para casa e comecei a ler artigos, fazer cálculos, pesquisar, realizar experiências... e cheguei a uma conclusão: ele surgiu ali do nada, por acaso. É uma possibilidade, ainda por cima não andava por ali mais ninguém, e apareceu num sítio tão escondido. É isso, surgiu!

Estava convicta disto quando um amigo me disse que a minha ideia era simplesmente patética. Toda a gente sabe que os telemóveis não surgem do nada.
Então decidi argumentar:
- O facto de todos os telemóveis que tenhas visto terem tido um fabricante não implica que este tenha tido. Porque é que achas isso?
- Porque a lógica mostra-nos isso. Porque são fortes as evidências de que haja um fabricante. Porque nunca vi um telemóvel surgir do nada!
- Evidências e lógica não provam nada. Prova-me que este telemóvel teve um fabricante! Porque é que não pode ter surgido sozinho? Pode ter sido...
- É altamente improvável, diria impossível. E eu não te posso provar isso. Mostro-te evidências, mostro-te a resposta que faz mais sentido, mas não posso voltar ao passado para que vejamos o que se passou...

2010/02/20

O QUE É QUE EU QUERO COM ISTO?

Já expliquei várias vezes o objectivo deste blog.
Não baseio a minha fé em Deus naquilo que a ciência dita. Não quero impingir nada a ninguém. Quero explicar. Dou oportunidade aos outros para que exponham o que acreditam, no que se baseiam, porque vivem de determinada forma, mas também gosto que me ouçam com a mesma consideração.

Quando mostro as incongruências do evolucionismo o único intuito é mostrar que as formas de vida, o que há neste planeta, neste universo é demasiado poderoso, demasiado pormenorizado, demasiado complexo, funciona de uma forma demasiado coerente para ser resultado do ‘acaso+milhares de anos’. Além disso é uma área onde nem há concordância no meio científico (os blogs A lógica do Sabino e Darwinismo exploram muito bem esta questão, é sempre boa ideia segui-los para ter uma noção melhor do que estou a falar).

Podes dizer: ‘mesmo que a Evolução esteja errada, isso não prova que foi Deus que criou’. É verdade. Mas é a hipótese mais lógica. Se eu te dissesse que o meu telemóvel surgiu de uma fusão de acaso, ‘forças naturais’ e muito, muito tempo, embora não pudesses provar, dirias que eu devia estar errada. O meu telemóvel foi fabricado. Basicamente é isto que um criacionista afirma. Percebemos uma Mente por detrás da vida, que a planeou, projectou, desenhou, criou.

Entendo que esta Mente pertence a um Ser que chamo ‘Deus’, que é a Origem, que não tem qualquer espécie de limitação (está acima do tempo, matéria e espaço, uma vez que os criou), que não é uma força impessoal, porque tem poder de decisão (decidiu criar). Este Ser é compatível com o Deus revelado num livro que muitos já ouviram falar (e talvez poucos conheçam): o Livro – a Bíblia.

2010/02/12

MAIS UM ANIMAL… AFINAL O QUE IMPORTA?

Implicações do Evolucionismo

Segundo o evolucionismo o ser humano é simplesmente mais um animal. Será que é verdade?
Espera aí que vou por os óculos evolucionistas. Pronto, já está.

O que há de errado em dizer que a tua vida tem menos valor que a vida de uma barata? Nada. São dois animais, e eu até posso gostar mais da barata do que de ti.

Também não há nada de condenável em usar um aleijado para experiências de laboratório. Tem pouca utilidade, mais tarde ou mais cedo a selecção natural encarregar-se-á de o eliminar.
E se eu prefiro dar de comer ao meu rechonchudo Napoleão em vez de alimentar uma criança faminta qual é problema?
Tirei os óculos… (suspiro). Como é que alguém pode suportar uma teoria que admite isto? Ou não estava ciente das consequências da visão evolucionista, ou as quer ignorar (sendo alguém muito estranho). Ou então não acredita de facto no que defende.

2010/02/02

SER BELO É SER FELIZ?

por Edite Jesus
Nos nossos dias o conceito de beleza está fortemente ligado ao mercado de consumo: televisão e revistas metralham-nos ideais de beleza e corpos perfeitos.
Acontece que a maioria dos comuns mortais está muito distante destes ideais e começa, assim, uma corrida desenfreada para alcançá-los sem olhar a meios e sem medir esforços. Chega a colocar-se em risco a própria saúde nesta busca louca.
Porquê? Afinal o que é que se procura? Até que ponto se pretende a atenção e aceitação dos outros?
Depois de se atingir os objectivos que – se acreditava – nos fariam mais bonitos e felizes, continuamos insatisfeitos. Descobrimos que o problema é a insatisfação, o vazio.

Onde está o problema? O Homem é um ser trino, um todo: espírito (coração, consciência), alma (razão, intelecto, vontade) e corpo [ler I Tessalonicences 5:23]. É importante dar prioridade à ordem estabelecida: espírito, alma e corpo. Regra geral, as pessoas invertem a ordem e colocam em primeiro lugar o corpo.
Como cristã, acredito que o Homem é um ser criado por Deus, à Sua imagem e semelhança (Génesis 1:26, 27). É um espírito, tem uma alma e habita num corpo. O seu ‘eu’ é o espírito, que é imaterial. O corpo é apenas a habitação que permite o seu verdadeiro ser viver neste planeta.
Na maioria das vezes as pessoas procuram resoluções externas quando os verdadeiros problemas são internos. Cuidam do físico ignorando o interior – o imaterial, ou espiritual.

A cultura de beleza na nossa sociedade é ditada pela moda e pelo mercado de consumo, logo é momentânea, fictícia e inconstante. Então, onde encontrar felicidade?

Presente na adoração ao Criador, na contemplação da grandeza da Sua criação, na inspiração, na paz, na liberdade, no ver, ouvir, partilhar...
A felicidade é um sentimento, e são os sentimentos a voz mais elevada do coração.

Adaptado de “Beleza e Felicidade”

2010/01/13

O TUDO DO NADA

Se eu afirmasse que o meu computador não foi fabricado, mas simplesmente surgiu do nada, provavelmente desconfiavas. O que me dirias?

Se estivesses disposto a argumentar dir-me-ias, com certeza, que o nada apenas significa a ausência de, a não existência. Ausência de energia, de leis e propriedades, de estruturas físicas. Não pode produzir alguma coisa – mesmo dando um tempo infinito (em rigor, nem tempo existe no nada!).
Alertavas-me para o facto de não poder tratar o nada como uma entidade. É nada! O nada é o que fica quando se tira o tudo.
Logo, a minha afirmação era um perfeito disparate.

Existem actualmente propostas para a origem do Universo baseadas na ideia de que ele se criou ex nihilo, a partir de “algo” que não se distingue do nada

2010/01/11

MARCAS

Aquele que vai muito além do que os olhos podem conter, muito além do que a mente pode compreender, deixou a Sua nítida marca naquilo que podemos ver e compreender.

Os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, entendem-se e claramente se vêem pelas coisas criadas, de maneira que somos indesculpáveis. (ler Romanos 1:20)

2009/12/27

OS DETALHES


Não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto são detalhes.
ALBERT EINSTEIN



2009/12/24

RESPOSTA A COMENTÁRIOS (Clayton Luciano)

Nos comentários a dois posts do blog A lógica do sabino (aqui e aqui) foram-me colocadas questões menos comuns sobre a existência e carácter de Deus. Achei que seria interessante explorar o tópico aqui.

1. Assumir Deus pela lógica.
Joana (eu) – … Quanto à origem da vida (…) a questão é sempre a mesma: acaso ou Deus. A mais lógica é Deus.
Clayton Luciano – Por que deus é a mais lógica?
É típico de voces afirmarem sem fundamentar a afirmação: Pregação… Por que o oposto de Deus [leia-se diabo] não pode ter criado isso tudo? (parêntesis meu)


Já publiquei posts sobre o sentido da Força criadora/ Criador existir, mas, parafraseando a resposta que dei, apresento três características fundamentais que lhe são indissociáveis e que lhe podemos atribuir directamente:

~ Tem que ser ETERNA. É a Força impulsionadora, não foi criada (não veio a existir). Alguma coisa é eterna: ou assumimos a eternidade do Universo ou a eternidade do que lhe deu origem.
~ Tem que ter PODER. Isto é, tem que ser superior às leis que criou, não confinada àquilo que criou.
~ Tem que ser um SER. Na origem da vida está este Ser que possui vontade, que pensou, decidiu criar e que agiu. Um processo aleatório não cria vida.

Estas características definem “Deus”.
Há lógica em assumir uma Mente inteligente como explicação satisfatória para a origem da vida.

Importante ler:
- 1. Faz sentido acreditar em Deus?
- O universo é eterno??


2. Erro de definição: oposto de Deus é diabo.
Joana – Deus é o ser inteligente, eterno e omnipotente (por definição)… o diabo é apenas uma criatura
Clayton Luciano - Quem definiu o Diabo? Por que se deve confiar em quem definiu? Por que se deve confiar na definição?
Se a definição do Diabo estiver errada, então por que não foi ele quem tenha criado Deus? E por aí vai…

Aqui o ponto fulcral reside no que se entende pelo conceito de “Deus” e “diabo”.
Em quase todas as respostas falei em DEFINIÇÃO. Como se costuma dizer, quem define os conceitos ganha o debate…
O conceito de “Deus” acarreta as características que refiro acima. Seguindo a visão cristã (que considero correcta – ver aqui porquê), o diabo é um ser criado, não tem poder de dar vida, não é auto-existente, etc.

C.S. Lewis aborda muito bem esta questão em The Screwtape Letters. Ele não admite a existência do diabo enquanto ser auto-existente oposto a Deus (não há nenhum ser não-criado além de Deus). Não há um ser tão “perfeito em maldade” que se pudesse opor à bondade perfeita de Deus. Se lhe tirassem as coisas boas (inteligência, auto-existência, vontade, energia/poder, …) não sobrava nada.

3. A verdadeira questão?
Clayton Luciano – Então voce acredita que este mundo não é uma criação do mal? Por que não é?
Estou dizendo que derrepente Deus existe, mas não criou nada. Está de lá, só observando o seu ser oposto administrando este mundo.

(Nota: Estamos a falar de criação e não de administração.)


Então, a questão não é “quem é o Criador: Deus ou diabo?”, é “quem é o Criador: um Deus bom ou um Deus mau?”
Consegues admitir que exista um Ser eterno, com poder e inteligência mas não sabes se é bom ou mau.

Segundo o cristianismo (sobre a sua fiabilidade ver aqui), Deus tem determinadas características. Já referi as inerentes ao facto de ser Criador, mas existem outras. Uma delas é ser Bom e Amor. Isso “impede”-O de agir como sugeres.

Só para finalizar:
Clayton Luciano – Não existe argumento contra alguém que diz que conhece o demônio e sabe de suas caraterísticas em relação a Deus,
e acha que a sua mera opinião é verdade absoluta.


Não é mera opinião, é opinião fundamentada. Se está convenientemente argumentada não há razões para achar que está incorrecta.
Que não se confunda ser pretensioso com ser coerente.

Importante ler:
-
Tolerância zero! Where?

2009/12/03

(A PENSAR ALTO…)

Não. Não acredito em Deus porque me dá jeito, nem porque é mais confortável assim.
Como dizia C.S. Lewis: se fosse recomendar uma religião para te fazer sentir confortável certamente não recomendaria o Cristianismo.

O facto de Deus ser a minha Esperança não significa que tenha que ser uma ilusão. Tudo o que é bom, tudo o que possa gerar esperança ou dar consolo é obrigatoriamente uma criação da minha cabeça? Só porque dá força e ânimo quer dizer que é ilusório e falso?

Aquilo que eu vejo é só o que eu quero ver?
Podia ser. Às vezes é, mas não neste caso.

2009/11/22

TOLERÂNCIA ZERO! Where?

- Mas tu achas-te dona absoluta da verdade ou quê?

- Hum… o que é ser “dono da verdade”? É defender aquilo em que acredito, e aquilo que vivo? Explica o que queres dizer com isso…

- Tens que aceitar os outros. Tu achas que só tu estás certa!

- E eu aceito! Mas respeitar e concordar são coisas diferentes. Obviamente respeito a religião e o modo de viver de cada um, mas se acredito em determinada coisa não posso achar que o oposto também está certo.
Imagina: “Bem, eu acredito num Deus único, mas tu acreditas que existem vários deuses e também estás certo. A verdade é relativa e assim ficamos todos contentes.”

- Estás a ser intolerante!

- [por essa perspectiva tu também estás xD]
Seria uma incoerência e falta de honestidade comigo mesma. Não posso concordar com isso. É isso que se entende por tolerância? Não sou mesmo deste mundo…

Muitas vezes somos acusados de nos acharmos “os donos absolutos da verdade”. Porquê? Porque tenho convicções diferentes das tuas? E então?

Claro que considero que estou “do lado” da verdade (se não fosse assim o que é que me levaria crer e fazer uma escolha?).
Isso não implica que desconsidere ou desrespeite “o outro”! Simplesmente não concordo com “o outro”, e nisso sou firme, sim. Se acredito numa coisa não posso achar que o oposto também é verdade… mas qual é o problema com isso?