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2011/03/06

O CUMPRIMENTO DE PROFECIAS

Adaptado de: http://www.estudosdabiblia.net/d37.htm, por Allen Dvorak.

A Bíblia é um livro cheio de instruções para a vida, mas há muitos livros que pretendem oferecer conselho semelhante. O que a torna diferente desses livros?
Este livro que declara ser a Palavra de Deus (i.e., um livro divinamente inspirado, uma revelação divina), tem tido uma enorme influência na História do homem, continua a ser o livro mais traduzido de sempre e é amplamente crido como Palavra de Deus. Mas que evidências existem para apoiar esta crença? É sem fundamento esta fé?
A chamada inspiração é a influência do Espírito Santo sobre os escritores da Bíblia, para que as coisas que escreveram fossem exactamente o que Deus desejou revelar ao homem.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm. 3:16-17).
Se a Bíblia é simplesmente um produto de homens, não tem mais autoridade que qualquer outro padrão moral que se possa inventar. Mas se é mesmo a Palavra de Deus, então, o padrão moral que apresenta é a expressão da autoridade de Deus.

A profecia cumprida é uma evidência da origem divina da Bíblia:
O homem não pode conhecer o futuro; apenas Deus - pela sua omnisciência - pode predizer os acontecimentos ao pormenor.
Através de Isaías, Deus desafiou os falsos deuses adorados pelos homens:
"Tragam e anunciem-nos as coisas que hão-de acontecer. Anunciem-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas e saibamos se se cumpriram; ou façam-nos ouvir as coisas futuras. Anunciem-nos as coisas que ainda hão-de vir, para que saibamos que são deuses" (41:22-23; vd 42:8-9; 44:6-8).
Critérios – a profecia...
- Não é o resultado de cálculo matemático, nem a projecção da sabedoria política ou científica, nem uma conjectura feliz. É a predição concreta de eventos além do poder natural que o homem tem para prever. Muitos são os que fazem predições, mas a maioria (ou todas) são meramente palpites sobre eventos futuros, baseados nos eventos correntes.
- Tem que ser feita bem antes que o evento aconteça. Pode-se imaginar quem será o próximo presidente de Portugal, mas predizer hoje quem vai ser o presidente de Portugal no ano 2100 era uma verdadeira profecia.
- Tem que ter um cumprimento claro para ser possível estabelecer uma relação clara entre a profecia e o evento que supostamente a cumpre. Alguns fazem "profecias" numa linguagem tão geral que quase permite que sejam “cumpridas” através de qualquer evento futuro, em vez de por um evento específico. A linguagem tem que ser não ambígua nem enganosa.

Exemplos:
Na Bíblia encontram-se inúmeras predições sobre os destinos de nações e cidades. Isaías predisse que Jerusalém e o templo seriam reconstruídos por ordem de Ciro, o persa, que permitiria aos israelitas regressarem do cativeiro (Isaías 44:28 a 45:13). Quando ele fez estas profecias (~700 a.C.), a cidade de Jerusalém e o templo ainda estavam em pé, o reino do sul de Judá ainda não tinha sido levado em cativeiro, e os assírios eram a potência mundial. Ciro libertou os cativos de Judá cerca de 160 anos depois (~536 a.C.).

O Velho Testamento está também repleto de minuciosas profecias a respeito do Messias (a natureza do seu nascimento, a sua vida e a morte), que, se quisermos observar com sinceridade e imparcialidade, percebemos que foram todas cabalmente cumpridas.
Foi Isaías quem profetizou que o Messias nasceria de uma virgem, 700 anos antes de isso acontecer (Isaías 7:14 e Mateus 1:22-23); Miqueias, que viveu no tempo de Isaías, predisse o local de nascimento do Messias (aqui). Como poderiam estes homens ter predito estas coisas a menos que Deus os estivesse a guiar?
Mais exemplos: aqui1, aqui2, aqui3, aqui4.

Conclusão
A Bíblia contém profecias que satisfazem os critérios já referidos, e demonstra assim a sua natureza divinamente inspirada.
Se a profecia cumprida confirma a origem divina da Bíblia, então é obra de Deus e contém um padrão moral com autoridade para as nossas vidas, governando a conduta de todos os que queiram viver eternamente na presença do Criador. A evidência está disponível para quem quiser estudá-la. Este é o desafio, o risco é demasiado alto para deixar o assunto para mais tarde. O que concluis sobre a Bíblia?

Consulta também Um Livro Velho, O porquê do Cristianismo e Portal Cristão Magazine nº2.

2010/12/10


"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." (profeta Miquéias, 7 séculos antes de Cristo - Mq.5:2)
Ver mais
AQUI!
O Portal Cristão deseja a todos um Feliz Natal!

2010/10/23

A RESSURREIÇÃO

DOWNLOAD (ajuda para download aqui)


2010/09/25

[ UM LIVRO VELHO II ]

Sobre o último post visitem também este link:
http://portaltestemunho.blogspot.com/2010/08/revista-o-clamor-2.html

Boas leituras.

Um abraço,
Joana

2010/09/17

UM LIVRO VELHO

A Bíblia tem mais de 60 livros que foram escritos por 40 pessoas diferentes ao longo de um período de 1500 anos.
Essas pessoas vinham de locais diferentes, e tinham diferentes experiências: uns eram reis, outros escravos; uns eram pescadores, outros médicos, cobradores de impostos, agricultores, pastores de ovelhas e cantores. Foi escrita em tempos de guerra, e em tempos de paz.

CONTUDO, juntando os seus escritos não surgem contradições. Se alguém alega que existem contradições na Bíblia, aconselho que realmente estude, com sinceridade, não se fiando apenas no que ouviu alguém dizer.

Como é que tanta gente, ao longo de tanto tempo, pôde produzir um conjunto de livros tão perfeitamente coeso?

Mera sabedoria humana não atingiria tal unidade. Paulo concorda com Moisés, João com David, apesar de terem escrito sobre os assuntos mais polémicos da vida. Pelo contrário, os seus ensinamentos fortalecem-se e apoiam-se uns aos outros.
Como 40 homens com histórias tão diferentes poderiam concordar tão plenamente?
Não estavam a escrever pela sua própria sabedoria. Se olharmos para a Bíblia vemos um todo, um livro completo, não o produto de 40 mentes diferentes – apenas de uma Mente.

“Um bom conhecimento da Bíblia vale mais do que uma educação superior.” Theodore Roosevelt

“Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo… amo a sua simplicidade e as suas repetições e reiterações da verdade.” D. Pedro II

“Não existe livro nenhum que tenha tanta variedade como a Bíblia, tenha tanta sabedoria concentrada. Quer se trate de lei, negócios, moral... Quem busca orientação pode olhar dentro das suas capas e encontrar luz.” Herbert Hoover

“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105)

A Bíblia é só um livro velho? Mais aqui.
Adaptado de: http://www.estudosdabiblia.net/


2010/06/12

PROFECIAS QUE SE CUMPREM

Salmos 22:16 ... cães rodeiam-me, um ajuntamento de malfeitores cerca-me, trespassaram-me as mãos e os pés. (escrito cerca de 1000 anos antes de Cristo)

João 20:27 Depois [Jesus] disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; não mais sejas incrédulo, mas crente.
28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!
29 Jesus disse-lhe: Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

2010/04/05

MENTE & CÉREBRO

A consciência. Um dos grandes mistérios da ciência.

Há hoje um profundo silêncio quanto à natureza e origem dos fenómenos relacionados com a consciência e o pensamento. Apenas sabemos que se manifestam e actuam numa estrutura que vai sendo cada vez mais compreendida, que é o cérebro.
Tem-se tentado explicá-los unicamente como manifestações da matéria.



Apesar de ser óbvio que há processos físicos que acompanham o pensamento, não podemos dizer que os neurónios compreendem. Nós compreendemos.
A neurociência têm dado importantes passos na identificação das regiões cerebrais relacionadas com os diferentes tipos de actividade mental, mas daí a sugerir que consciência e pensamento se limitam a processos físicos – à actividade de neurónios – já seria insensatez, tanto como sugerir que a ideia de justiça não passa de marcas de tinta em papel.


A consciência e o pensamento não surgiram do acaso. Surgiram da Mente que os criou.

** Consulta “1º Materialismo”, em Reflexões

2010/01/27

JÁ SE SABIA DA RESSURREIÇÃO?

Profecia de David, rei de Israel (~1000 a.C.):
Tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. (ler Salmos 16:10)

Centenas de anos depois, Pedro explica:
Posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca David morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até ao dia de hoje.
Mas era profeta e sabia que Deus lhe tinha prometido que colocaria um dos seus descendentes no seu trono. Prevendo isso falou da ressurreição de Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas desse facto. (ler Actos 2:25, 27, 29-32)

2010/01/02

DESENVOLVIMENTO ACIDENTAL DA VIDA


Olá! Apresento-vos o Rodrigo, o meu sobrinho que nasceu há poucas semanas.

Com isto lembrei-me que já era altura de dedicar um post ao desenvolvimento da vida humana…

Tópicos sobre o desenvolvimento embrionário:
~
O tubo neural (que dará origem ao encéfalo) começa a ser formado 18 dias após a fecundação, e fica completo no 26º dia. Enquanto isso, inicia-se a formação do aparelho digestivo (intestino primitivo).

~ Aos 28 dias surgem os “botões embrionários”, que darão origem aos braços e pernas.

~ Com 20 dias o coração é formado por dois tubos paralelos, e aos 22 dias já estão fundidos num único tubo que inicia os batimentos e se vai encurvando para tomar a forma final do coração.

~ Com menos de 2 meses já a face já está bem desenvolvida (~56 dias) e os músculos já têm a forma adulta.

~ Entre 26-30 dias após a fecundação forma-se a traqueia e já existe um esboço dos brônquios. Também surge o esboço da língua, fígado e pâncreas.

Além destes, também se desenvolvem outros órgãos e sistemas: urinário, reprodutor, esquelético, endócrino, …

A partir dos 60 dias, este já tão complexo embrião passa a chamar-se feto. Entra numa fase de “crescimento”, uma vez que, genericamente, os órgãos já estão presentes. Por esta altura terá 3 cm e 2,5 g.
No ventre materno irá crescer, e no fim da gestação terá multiplicado o seu comprimento 15 vezes e o seu peso 1300 vezes.

O que está na origem destes fenómenos: Deus ou acaso? Ligações químicas acidentais, processos aleatórios, mutações genéticas? Como é que a ordem surge do caos? Não serão processos guiados por uma Inteligência? Sim, há uma Mente por detrás de tudo isto.

O que mais dizer? Resta-me deixar as palavras do rei David:
Tu criaste o íntimo do meu ser, teceste-me no ventre da minha mãe.
Vou louvar-Te porque fui formado de um modo tão admirável e maravilhoso. As Tuas obras são maravilhosas, e a minha alma sabe isso muito bem.
Os meus ossos não Te foram encobertos quando fui formado em secreto, e esmeradamente tecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos viram o meu corpo ainda informe…
Quão preciosos são para mim, oh Deus, os Teus pensamentos! (ler Salmos 119:13-17)

2009/12/14

HUM, CURIOSO…

José foi para a Judeia, para Belém, a cidade de David. Enquanto lá estavam, chegou o tempo de nascer o bebé, e Maria deu à luz o seu primogénito. (ler Lucas 2:4, 6, 7)

Cerca de 7 séculos antes, Miqueias tinha escrito:
‘Mas tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há-de reinar em Israel, cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.’ (ler Miqueias 5:2)

São coincidências?
Como já mostrei – e desejo continuar a mostrar – não há razões válidas para duvidar da autenticidade da Bíblia.

2009/12/08

PREÇO DE ESCRAVO

Judas Iscariotes dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes, e perguntou-lhes:
- O que me dão se eu vo-lo [Jesus] entregar?
E fixaram-lhe o preço: trinta moedas de prata. (ler Mateus 26:14, 15)

Mais tarde…
Judas atirou o dinheiro dentro do templo e foi enforcar-se.
Os chefes dos sacerdotes juntaram as moedas e disseram:
- É contra a lei colocar este dinheiro no tesouro, visto que é preço de sangue.
Então decidiram usar aquele dinheiro para comprar o campo do Oleiro, para cemitério de estrangeiros. (ler Mateus 27:5-7)


Zacarias 11:12,13 (escrito ~500 anos antes):
…Eu disse-lhes: Se acharem melhor assim, paguem-me; se não, não me paguem. E eles pagaram-me trinta moedas de prata.
E o Senhor disse-me: Lança isto ao oleiro, o óptimo preço pelo qual me avaliaram! Por isso tomei as trinta moedas de prata, e atirei-as no templo do Senhor, para o oleiro.
____________________

A mulher replicou-lhe: Eu sei que vem o Messias. Quando vier há de nos anunciar todas as coisas.
Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. (ler
João 4:25, 26)

2009/12/01

A ABIOGÉNESE E A CIÊNCIA

Há uns dias deparei-me algures num site com algo deveras curioso…

O autor defendia a Geração Espontânea, e acreditava que estamos cada vez mais perto “de descobrir o mistério” da Abiogénese.
Uns parágrafos abaixo, encontro uma frase do tipo: “o conceito de Abiogénese em si é perfeitamente plausível”.

Hein? Abiogénese é plausível?
Dito assim até parece que este misterioso (para usar a expressão do autor) processo apresenta evidências suficientes que o sustentem. Parece mesmo que já foi observado, testado, comprovado… Pois é, mas não foi. *
Não existem mesmo evidências de que “vida” possa surgir espontaneamente de “não-vida”.

Ok, a ciência ainda não tem os dados todos, o conhecimento vai aumentando progressivamente, … Tudo bem!
Mas então porquê afirmar certas coisas quase como um dogma, se afinal nem sequer temos evidências que as suportem? Comprometimento moral…? Não devíamos permitir que isso atrapalhasse a forma como se faz ciência.

* Sobre a Experiência de Miller-Urey: aqui e aqui.

2009/10/24

TRANSFORMAÇÕES GRADUAIS

Como surgiu a vida?
A resposta de Darwin é que ocorreram transformações graduais de um início simples, de entidades primordiais suficientemente simples para terem surgido por acaso. Cada mudança sucessiva no processo evolutivo gradual foi suficientemente simples para, relativamente à mudança anterior, ter acontecido por acaso. (realce meu; Richard Dawkins, The Blind Watchmaker)
** Consulta “Há ou não fé no acaso?”, em Factos


Mesmo discordando do pressuposto inicial de que a vida surgiu do acaso, passemos às transformações graduais.

Há que responder a duas questões:
1. Como aconteceram?
2. Que registos temos?


1. Como aconteceram?
O Neo-darwinismo admite que as mutações genéticas são responsáveis pela origem dos órgãos e sistemas biológicos.
Poderá uma mutação criar alguma coisa?

As mutações são devastadoramente negativas. Além disso, embora possam haver mutações benéficas que possam ser vantajosas em dadas situações, até hoje não se conhece nenhuma que aumente a informação.
As mutações não podem explicar as mudanças em larga escala nos organismos que vemos na história da vida. Como é que mutações explicam macroevolução?

“Supor que este acontecimento aleatório pudesse reconstruir mesmo um único órgão complexo como um fígado ou rim é mais ou menos tão razoável como supor que um relógio melhor pode surgir se se atirar um velho contra a parede” (Phillip Johnson, Darwin on trial).

“Ironically, mutation shows the opposite of what evolutionism teaches: in real life random mutation is the villain and not the hero.”
(Ironicamente, as mutações mostram o oposto do que o evolucionismo ensina: na vida real as mutações aleatórias são o vilão e não o herói.)

2. Que registos temos?
Uma característica do registo fóssil é que a maioria dos taxon aparece de forma abrupta. Não são guiados por uma sequência de precursores, sofrendo modificações quase imperceptíveis como Darwin acreditava… Este fenómeno torna-se mais universal e intenso à medida que se sobe nas categorias taxonómicas. (George Simpson, paleontólogo de Harvard)

De acordo com Stephen Jay Gould (evolucionista, paleontólogo de Harvard), a história da maioria das espécies fossilizadas inclui duas características incoerentes com o gradualismo:
1) Estase. A maioria das espécies aparece nos fósseis de forma muito semelhante à época em que desaparecem.
2) Aparecimento repentino. Uma espécie aparece de uma vez e plenamente formada, não gradualmente mediante a transformação dos ancestrais.

Gould admite que aparecem de repente, completamente formados e permanecem iguais até à extinção — exactamente o que encontraríamos se a criação fosse verdadeira.
Então pergunto: como é que isto contraria a criação e evidencia a evolução gradual?

Porque é que cada extracto geológico não está cheio desses elos intermediários? É certo que a geologia não revela essa cadeia orgânica gradual, e essa talvez seja a mais óbvia e grave objecção que pode ser colocada em relação à minha teoria. (Charles Darwin)

Essas transformações graduais previstas por Darwin não deveriam deixar um registo estrondosamente claro, indubitável?
“Lá vêm estes outra vez com os elos perdidos!” É verdade, podemos ser chatos com esta história, mas é porque temos motivos para isso.

Darwin sabia que era perigoso estender a selecção natural para as diferenças entre grandes grupos de organismos. No seu tempo o registo fóssil não mostrava as transições graduais, mas descobertas posteriores podiam preencher as lacunas…
“O padrão que nos foi mandado encontrar nos últimos [120] anos não existe. As espécies simplesmente aparecem num dado ponto do tempo geológico, persistem sem sofrer modificações por alguns milhões de anos e então desaparecem.” (Niles Eldridge, paleontólogo do Museu Americano de História Natural de New York).

No fim de tudo isto, como surgiu a vida? Acaso e transformações graduais?

2009/10/18

CRUCIFICAÇÃO: COMO É QUE ELES SABIAM?

O rei David, cerca de 1000 anos antes de Cristo, escreveu a profecia:
- O meu vigor secou-se como um caco de barro e a minha língua pega-se ao céu da boca… um bando de homens maus cercou-me, trespassaram-me as mãos e os pés. …Dividiram as minhas roupas entre si, e lançaram sortes pelas minhas vestes.

- Puseram-me fel na comida, e na minha sede deram-me vinagre. (ler Salmos 22:15-18; 69:21)

E em Zacarias 12:10 (~500 a.C.) lemos: …olharão para mim, aquele a quem trespassaram.



Tendo crucificado Jesus, os soldados tomaram as roupas dele e dividiram-nas em quatro partes, uma para cada um, restando a túnica… e disseram: Não a rasguemos. Vamos decidir por sorteio quem ficará com ela.
…[Jesus] disse: Tenho sede. … Então puseram uma esponja ensopada de vinagre numa cana e ergueram-na até aos seus lábios.
(ler João 19:23, 24, 28, 29)


2009/10/11

EXPLICAR A MENTE…

Sou forçado a escolher a proposição de que o nosso ser deve ser explicado com base em dois elementos fundamentais [cérebro e mente/ alma]:

~ Porque parece certo que será sempre inteiramente impossível explicar a mente com base na acção neural no interior do cérebro
~ Porque me parece que a mente se desenvolve e amadurece independentemente por toda a vida como se fosse um elemento contínuo, e porque um computador (o cérebro) deve ser programado e operado por um agente capaz de entendimento independente.

A mente parece agir independentemente do cérebro da mesma forma que um programador age independentemente do seu computador, por mais que possa contar com a acção do computador para certos propósitos.

Concluo que não há nenhuma boa evidência de que o cérebro possa realizar sozinho todo o trabalho da mente.
Supor que o mais importante mecanismo cerebral ou qualquer grupo de reflexos, embora complicados, realize o que a mente faz, e dessa forma execute todas as funções da mente, é bastante absurdo.


Depois de anos de empenho para explicar a mente baseado apenas nas funções cerebrais, tive de chegar à conclusão que é mais simples (para ser lógico, mais fácil) se adoptarmos a hipótese de que o nosso ser consiste em dois elementos fundamentais.

(WILDER PENFIELD, Neurologista)

2009/09/23

O UNIVERSO É ETERNO?

A lei da causalidade é fundamental em ciência: tudo o que vem a existir teve uma causa.

Ou o Universo é eterno, ou passou a existir por acção de uma “causa primeira” (que será ela então eterna).
Mais simplesmente: ou o Universo é eterno, ou o Deus eterno o criou.


Na nossa experiência, todo o efeito é determinado por uma causa, e essa causa determinada por outra causa. Infinitamente, isto implicaria uma contradição. (algo teve que dar o impulso inicial)
Mesmo se puséssemos a possibilidade de uma série infinita de causas, isso não explicaria como começou a causalidade.
Então, deverá haver uma “Causa sem causa” (uncaused Cause), a Causa definitiva de todas as coisas, a que chamamos Deus (J. Laux)

Há comprovações científicas sólidas de que o Universo teve um início. A teoria do Big Bang – a mais aceite hoje em dia – exige um início do espaço, matéria e tempo (tendo começado ou não com uma grande explosão, o Universo teve um início, não é eterno).

Mas, e Deus? Não teve uma causa? Quem é que o criou?
Não teve uma causa porque não passou a existir, sempre existiu (é Eterno).
Para mim, com todas as minhas limitações, é difícil conceber algo que não teve princípio, o que não implica que não seja a verdade.

Note-se que não é necessário colocarmos os “óculos” de qualquer tipo de visão religiosa para descobrir isto. Podemos chegar a esta conclusão pela lógica e só depois constatar que se coaduna com a visão bíblica, e analisar todas as evidências de que o cristianismo é verdadeiro.

Mas repito: podemos concluir que Deus existe pela lógica e evidências (não que o simples acreditar que existe um Deus algures seja importante…).

2009/09/14

HÁ OU NÃO FÉ NO ACASO?

Muitas vezes os defensores do Design Inteligente (DI) apontam o problema da Evolução se basear num processo cego e aleatório (o acaso) e, como tal, incapaz de gerar a evidente complexidade da vida.

Muitos (incrivelmente) subestimam esse aparente design da vida, mas não Richard Dawkins.
No livro The Blind Watchmaker (O Relojoeiro Cego), afirma que “a complexidade dos seres vivos encarna a própria antítese do acaso”.

Então como surgiu a vida? Cito a resposta do autor:
A resposta de Darwin é que aconteceram transformações graduais de um início simples, de entidades primordiais suficientemente simples para terem surgido por acaso. Cada mudança sucessiva no processo evolutivo gradual foi suficientemente simples para, relativamente à mudança anterior, ter acontecido por acaso. (realce meu)

Para já vou deter-me na aceitação do acaso para gerar vida; as transformações graduais ficam para outro post. (aqui)

1. Dawkins parece sugerir que a vida surgiu do acaso, só que de forma tão simples que não seria difícil.
Agora pergunto (para não falar da questão das probabilidades): existe vida simples?
Mesmo uma elementar amiba tem uma complexidade incrivelmente superior à de qualquer mecanismo que tenhamos criado.

2. Mas as “entidades primordiais” poderiam não ser vida.
Questiona-se não só de onde vieram(mesmo que tenham vindo “de fora” isso implica que tenham aí surgido de alguma forma), mas também – e principalmente – como geram vida.
Não existem sequer evidências de que “não-vida” possa dar origem a vida espontaneamente. Será o ainda não comprovado nem experimentado processo de Abiogénese?

“… Anos de experimentação sobre a origem da vida nos campos da evolução química e molecular conduziram a uma melhor percepção da vastidão do problema da origem da vida na Terra, em vez de darem a solução” (Klaus Dose)

3. Pode acontecer que o sentido que o autor dá à palavra acaso não seja exactamente o mesmo que lhe atribuímos habitualmente.
Talvez seja isso.
Dawkins admite mais tarde que “o processo cumulativo é dirigido pela sobrevivência não aleatória”. O seu objectivo é demonstrar o poder dessa selecção natural cumulativa enquanto um processo não aleatório (que não é ao acaso).

Ok, que a selecção natural não seja aqui taxada como “cega” ou “aleatória” tudo bem. Só que a selecção natural poderia quanto muito ser usada para explicar a evolução e não o SURGIR da vida.
Como se aplica a selecção natural para a origem da vida se apenas pode ser aplicada à vida (“sobrevivência”)? Não se aplica.


Então parece que a única hipótese alternativa à existência de Deus para o surgir da primeira vida é mesmo o acaso. Não deixa de ser uma forma de . Sem evidências, sem experimentação nem observação…

Não podemos dizer que esta linha de raciocínio tenha tanto valor científico como se quer por vezes fazer parecer.
Deveria ser considerada uma questão em aberto: se a Teoria do DI não é método científico e a Teoria da Evolução também não, devia-se imparcialmente submeter ambas às evidências para descobrir qual a mais provável.

A verdadeira ciência não contradiz Deus (poderia não provar nada, mas nunca negará), a menos que seja moldada por homens comprometidos com os seus próprios “sistemas religiosos” (com ou sem Deus, ateus ou teístas) ao ponto de negarem evidências e contrariarem o método científico.

QUANTO TEMPO É PRECISO?

Já abordei aqui a hipótese da vida surgir do acaso. Além de ser extremamente improvável, nunca foi observada.
Mas… e se lhe acrescentarmos a variável “tempo”? Será que as leis naturais poderiam gerar espontaneamente vida se lhes déssemos alguns milhões de anos?

Aparentemente a resposta é não.
A tendência da natureza é a desordem (é um aspecto da segunda lei da Termodinâmica). *1
NOTA: “Ordem” é utilizado como "organização", e não forçosamente “uniformidade”. Ou seja, como adaptação das partes para o todo, e do todo para algum plano. *2
Se lhe dermos mais tempo, as leis naturais têm mais tempo para tornar tudo mais simples e desordenado.

Sabe-se que compostos químicos por si mesmos acabam por se tornar materiais menos complexos. A ordem só pode ser aumentada por algum tempo por forças externas (através do gasto de energia e aplicação de um “projecto”, não aleatoriamente). *3

Granville Sewell (Professor de Matemática na Universidade do Texas em El Paso e na Universidade A&M do Texas) afirma que “a ideia de que as quatro forças fundamentais da física sozinhas pudessem rearranjar as partículas fundamentais da natureza em aeronaves e computadores ligados a impressoras a laser, tubos de raios catódicos e à Internet, parece violar a segunda lei da Termodinâmica de forma espectacular”.
(O exemplo pode parecer desproporcionado mas é elucidativo.)

1. A refutação-padrão é: a Terra é um sistema aberto, recebe energia do sol. A ordem pode aumentar num sistema aberto, desde que seja compensada por uma diminuição maior/comparável fora do sistema. E além disso, a primeira vida seria muito simples.

Já constatámos que qualquer forma de vida, por mais simples que seja está associada a uma complexidade incrível, muito superior à de qualquer coisa que consigamos criar.
Mas quanto ao sistema aberto, é uma hipótese. Vamos analisá-la.

Vejamos o raciocínio de Sewell:
Se um aumento na ordem é extremamente improvável quando o sistema é fechado, continua a sê-lo se o sistema for aberto, a menos que algo esteja a entrar (algo que fizesse o aumento da ordem não ser extremamente improvável – como uma fonte externa de energia organizadora, direccionada por um programa informativo e transformada através de um mecanismo num trabalho específico *4).
(…)
Ou seja, a ordem pode aumentar num sistema aberto, não porque as leis da probabilidade estão suspensas, mas porque a ordem pode “vir” de algum lado.
Se encontrássemos evidências de que no passado ADN, chips e livros tinham entrado através da atmosfera terrestre, talvez o aparecimento espontâneo de humanos, computadores e enciclopédias num planeta previamente estéril pudesse ser explicado sem se violar a segunda lei aqui (teria sido quebrada noutro lugar!).

Mas se o programa informativo ou o mecanismo de conversão não estão disponíveis, a ordem não aumenta. Não importa quanta energia externa ou quanto tempo esteja ao dispor.

2. Também se pode alegar que esta lei não se aplica continuamente aos sistemas vivos, porque as coisas vivas crescem e ficam mais ordenadas (por outro lado perdem energia no processo de crescimento!).
Contudo, a questão não é essa. Não estamos a falar do que pode acontecer uma vez que haja vida; estamos a falar de como obter vida.

3. Afirma-se ainda que entropia e desordem não devem estar associadas, apesar de corresponderem quase sempre. Assume-se que algumas vezes a ordem pode aumentar com a entropia (ex.: ordenar moléculas por tamanho).
Mas ordenar moléculas por tamanho implica “adaptação das partes para um todo, e do todo para um plano”? Não. Se analisarmos o processo como um todo, percebemos que a segunda lei não é invalidada.


Ph.D. Ernst Mayr (evolucionista):
Os organismos vivos diferem da matéria inanimada pelo grau de complexidade e pelo programa genético que têm. As instruções genéticas no embrião levam à formação de um adulto.
É a partir das instruções do programa genético, e não do exterior, que o processo é objectivamente direccionado. Não existe nada semelhante no mundo inanimado.
*5

Mesmo não questionando de onde surgiram, como é elementos químicos inanimados sujeitos à segunda lei da Termodinâmica geraram a vida?



*1 De acordo com a esta lei, os processos naturais que acontecem de forma espontânea e irreversível dão-se no sentido de diminuir a energia útil (isto é, evoluem no sentido aumentar a entropia).
Entropia é uma medida de desordem do sistema, associada à qualidade de energia. A entropia aumenta com a desordem, e a segunda lei prevê esta degradação.
*2 Armstrong, H.L. (1978). Thermodynamics, energy, matter and form. Creation Research Society Quarterly.
*3 Lindsay, R.B. (1968). Physics - to what extent is it deterministic? American Scientist.
*4 Morris, H.M. (1976). Entropy and Open Systems. Institute for Creation Research.
*5 Mayr, E. (1982). Biology is not postage stamp collecting. Science.

A TEORIA DE QUE JESUS NÃO EXISTIU…

Além das fontes cristãs, existem fontes não-cristãs – ou mesmo anti-cristãs – que se referem a Jesus. Contando com o historiador Josefo, existem 10 escritores não-cristãos conhecidos que mencionam Jesus num período de 150 anos após a sua morte.
Por outro lado, no mesmo período, existem 9 fontes não-cristãs que mencionam Tibério César (imperador romano do tempo de Jesus).


Essas 10 fontes não-cristãs concordam pelo menos nos seguintes pontos sobre Jesus:

1. Viveu no tempo de Tibério César
2. Tinha um irmão chamado Tiago
3. Viveu uma vida íntegra
4. Realizou milagres
5. Foi aclamado como Messias
6. Foi crucificado a mando de Pôncio Pilatos
7. Foi crucificado na véspera da Páscoa judaica
8. Houve escuridão e um terramoto quando morreu
9. Os seus discípulos acreditavam que ele tinha ressuscitado
10. Os seus discípulos rejeitavam os deuses romanos e adoravam Jesus como Deus
11. Os seus discípulos estavam dispostos a morrer pela sua crença
12. O cristianismo espalhou-se rapidamente, chegando até Roma


Não há razões legítimas para duvidar que Jesus foi uma personagem histórica real.